Quase, quase, a acabar esta pequena novela de quatro dias.

Estamos no terceiro dia de Cosmoprof.

Quando olho à volta vejo um misto de sentimentos onde olheiras, cansaço e felicidade se unem. O resultado: novos contactos e parcerias feitos entre os vários países. Novas oportunidades de emprego, crescimento individual e colectivo,  parcerias entre países, importação, exportação e produção de novos produtos e oportunidades.

Nem tudo são rosas, alguns distribuidores não tiveram sorte. Isto é um pouco como ir à pesca, por vezes estamos no lado certo do rio e o peixe passa. Outras vezes já foi pescado rio acima, e anos há, em que quase não há peixe.  Já se “lê” nos pensamentos: amanhã é dia de “desarmar a tenda”!

 

Amostra de alguns dos meus trabalhos

Amanhã arrumo o meu material, estojos onde guardo amostras da minha “arte”, que no fundo serve para mostrar quão longe podemos ir com os materiais que usamos, uma prova da qualidade dos pigmentos usados, e da minha capacidade técnica.

 

 

Vejo surgir novas marcas no mercado. Pequenas marcas cujo nome é o do profissional que a criou. Ou seja, um bom profissional resolve desenvolver uma marca com o seu nome. Cria um nicho de mercado, onde alguns dos seguidores do seu trabalho, assim como alguns dos seus alunos se tornam clientes, com a esperança de crescerem e evoluirem enquanto marca e não mais como técnicos.

Sei o que custa construir uma boa marca, são milhares de euros e anos de trabalho. Uma boa marca significa reconhecimento Internacional que vá além desse nicho, onde profissionais de todo o mundo reconhecem a marca, a segurança dos químicos usados e claro, milhares de clientes satisfeitos que reconhecem o bom resultado. Uma boa dica é pesquisarem em quantos países se encontram essas marcas. Não têm de ser tão grandes como um grupo L´Oréal (passo a publicidade, mas é uma das marcas com que trabalhamos em cabelos), mas pelo menos que já se encontrem em países onde a qualidade conta.

Tudo tem a ver com mercados, política internacional,  o poder de compra das massas em cada país e a força da publicidade. A procura pela qualidade é cada vez maior, os investidores compreendem que não vale a pena competir noutro mercado. Em preço ninguém bate os chineses, venha o nome da marca que vier na etiqueta! Qualidade custa dinheiro, do frasco ao pincel que usamos para pintar as unhas, sem contar claro, com a qualidade do verniz que lá está dentro, tudo tem um preço! Até o tipo de etiqueta e a sua impressão. Fica a pergunta: O que é importante para si?…

Temos países para os quais a qualidade é um ponto assente. Outros, onde dado o tamanho do país e a quantidade de pessoas, se divide em ricos e pobres. Questiono-me onde se encontra Portugal… Aceito sugestões!

 

 

Nesta indústria, cada vez mais quem manda são os clientes, mas aqui entra o propósito pelo qual iniciei este blog, uma longa novela que quer desmistificar, explicar como funciona este mundo, onde algumas “profissionais” infelizmente concorrem pelo preço e não pela qualidade. Insisto e voltarei a este tema; boas bases e formação constante são a chave para o sucesso. É um investimento, cujo retorno é o reconhecimento e nome que se cria ao longo dos anos por um trabalho bem feito. Lá diz o ditado “depressa e bem não há quem”.

Tentei fazer um curto vídeo para vos mostrar como é a cosmoprof. Reduzi o som por uma questão de decibéis

 

 

 

 

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