Sabem como surgiram as Unhas Artificias?…

Com muitos mais episódios no “forno”, não resisto a falar mais um pouco sobre unhas 🙂

Sem querer ser maçuda, antes de começar a falar de tratamentos, prevenção e dicas de beleza, há que começar do princípio e explicar como tudo começou. Um pouco como quando fazemos uma baínha… Primeiro marcamos com alfinetes, alinhavamos e só depois cosemos, unindo os pontos (pelo menos as menos jeitosas como eu, não vá a coisa ficar torta).

Como surgiram as Unhas Artificiais?…

Reza a história que um técnico de próteses dentárias de seu nome Fred Slack em 1957 nos EUA, ao trabalhar no seu consultório parte a unha do polegar… Nada agradável, verdade?… Com os materiais que usava nas benditas dentaduras ali, mesmo à mão, resolve reconstruir a unha danificada.

Como nestas coisas os americanos até têm jeito para a coisa, o irmão de Fred, Ted Slack, resolve patentear o primeiro acrílico para aplicação nas unhas, o que deixou as senhoras da época muito felizes por terem como manter as unhas mais longas e resistentes. Surge assim a primeira companhia dedicada às unhas artificiais – Patti Nails.

Claro que desde aí a indústria evoluiu, e novos produtos com fórmulas melhoradas continuam a aparecer no mercado – não gostássemos nós de novidades e daquilo a que chamo “facilitadores de vida” (sem contar com as modas).

Surge aqui outra pergunta… Então e o que é o Acrílico?…

Os acrílicos são plásticos fabricados pelo homem,  sujeitos a um processo químico pelo qual formam sólidos.

Neste caso, temos um líquido – monómero – (pequenas moléculas que reagem entre si,  para fazer  longas cadeias, tal qual um colar de pérolas), onde encontramos um catalisador* ; e um pó – polímero – (moléculas grandes compostas de várias moléculas acrílicas que se ligam em cadeia ou redes), que contém entre outros, um iniciador**.  

Unindo o líquido e o pó, despoletamos uma reacção química, a “polimerização, onde o catalizador e o iniciador reagem, originando uma massa que liga as pequenas moléculas líquidas em longas cadeias e redes, que no final, solidificam. 

Pense no catalisador e iniciador como análogos a um fósforo e à banda que existe na lateral da caixa para o acender. Sozinhos, nada acontece, quando os usamos juntos, o fósforo acende! E assim iniciamos uma reação.

Mais duro e resistente que o gel, não necessita de luz para polimerizar.

Como diz o anúncio: “basta juntar…” (só que neste caso não é àgua, mas sim monómero).

Claro que não vou ficar por aqui! Num próximo episódio, vou explicar-vos as diferenças entre o gel e o acrílico, vantagens e desvantagens.

Curiosos?… Siga-nos e não perca este “combate”: Gel versus Acrílico… Quem ganhará?

*Catalizador – Uma substância que acelera a velocidade de uma reação química. (Acelera a ruptura do iniciador no pó.)

**Iniciador – consiste numa molécula que absorve energia extra e a utiliza para causar reações químicas

2 Comments

  • Joana Madureira Março 14, 2017 at 5:23 pm

    Adorei! Sugiro um artigo a desmistificar o “ar artificial” das unhas acrílicas! Ainda há muita gente que associa as unhas acrílicas ou de gel àquelas unhas grossas e pouco naturais, nada melhor que a Sandra para desmistificar isso!
    Um beijinho

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    • SLuz Março 14, 2017 at 9:43 pm

      Joana, claro que sim! Tenho todo o gosto em falar sobre esse assunto!
      Obrigada pela dica!
      Beijinhos

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